História Clínica

Em toda avaliação de um paciente  a obtenção de uma boa e completa história clínica é fundamental. O avaliador só chegará a um possível diagnóstico mediante história e exame físico e, se preciso, irá associar exames complementares para, enfim, selecionar o tratamento adequado para cada caso. As informações importantes que devem ser colhidas na história clínica incluem: início e duração da dor; localização; gravidade ou intensidade; qualidade ou caráter; fatores agravantes; fatores atenuantes; e efeitos de qualquer tratamento prévio. 

Existem escalas próprias para avaliação da dor, a mais utilizada em consultório é a Escala Visual Numérica (EVN). Trata-se de uma linha com as extremidades numeradas de 0-10. Em uma extremidade da linha é marcada “sem dor” e na outra “máximo de dor” ou pior dor possível. Pede-se, então, para que o paciente avalie e marque na linha a dor presente no momento do exame.

 

Exame Físico

O exame físico inclui a avaliação da presença de sinais e sintomas que possam refletir a fisiopatologia da dor subjacente. A aparência do paciente pode refletir desconforto ou revelar um embotamento do afeto. Examinar a área dolorosa inclui uma busca por distorções da anatomia, por alterações da coloração ou consistência da pele, espasmos ou fasciculações dos músculos. A palpação deve ser delicada de início e aumentar gradualmente. Exame Neurológico completo é fundamental quando a queixa principal é a dor, e qualquer médico poderá realizá-lo, inclusive o médico especializado em dor.

 

Avaliação Interdisciplinar

Expandir a história e o exame físico para incluir os achados de uma equipe multiprofissional e interdisciplinar é a abordagem ideal na avaliação e no controle da dor. 

Esta abordagem incorpora não apenas os aspectos físicos da dor, mas explora também os aspectos psicológicos / psiquiátricos, sociais, espirituais / religiosos e culturais da dor, que podem estar intensificando e complicando o sofrimento do paciente.

Exames Complementares

Como o próprio nome sugere, são exames que complementam o exame físico e podem ser úteis na confirmação da hipótese diagnóstica. Lembre-se qua a clínca é soberana, e que muitos exames podem trazer lesões futuras. Se o seu médico não solicitou nenhum exame não significa que está negligenciando sua dor, muitas vezes, só pela história e exame físico já se pode ter um diagnótico preciso. No entanto, os exames podem ser de grande valia para confirmar certos diagnósticos, como por exemplo, presença de infecções, fraturas, malformações, lesões nervosas, presença de metástases. Exemplos de exames complementares: Laboratoriais, Radiografia, Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada, Ressonância Nuclear Magnética, Cintilografia Óssea, Eletroneuromiografia, Termografia, entre outros.