A dor é subjetiva e única, sendo o relato do paciente a principal medida da dor. O tratamento ideal da dor requer uma abordagem das dimensões física, psicológica, social e espiritual/existencial da pessoa que sente dor. Por isso, o tratamento da dor, em especial, a dor crônica, deverá ser multidisciplinar. Existe na prática o tratamento clínico farmacológico e o não-farmacológico.

Tratamento Farmacológico

Um método eficiente de tratar a dor, proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode ser resumido pela escada analgésica. O esquema da escada com três degraus preconiza o uso sequencial  de drogas, iniciando o tratamento com drogas antiinflamatórias e analgésicas não-opióides para dor leve. Se a dor persiste, um opióide fraco deve ser associado (ex. tramadol, codeína – segundo degrau). Se ainda assim persistir introduzimos um opióide forte, como por exemplo, a morfina ou metadona (terceiro degrau). É importante relatar que desde o primeiro degrau o uso de medicamentos adjuvantes acompanha o tratamento da dor crônica. Exemplo de drogas adjuvantes: Antidepressivos, anticonvulsivantes, relaxantes musculares, ansiolíticos, corticóides,...

Quando a dor persiste após empregodas medidas preconizadas no terceiro degrau, pode ser considerado um quarto degrau, que consiste na intervenção ( bloqueios nervosos, peridural, analgesia controlada pelo paciente).

Tratamento Não-Farmacológico

Na tentativa de abordar os componentes emocionais, sociais e ocupacionais associados a dor, foram desenvolvidos programas interdisciplinares de tratamento de dor crônica. A dor pode ser agravada por fatores psicossociais como estado emocional, experiências pregressas, ganho secundário e expectativa. Dentro deste contexo é essencial  a terapia não- farmacológica para o cuidado integral do paciente, de seu estado biopsicossocial.  

Muitas são as terapias utilizadas, a escolha será individual, em conjunto com o médico, o paciente e seus familiares, como exemplo podemos citar:  psicoterapia, fisioterapia, terapia ocupacional, atividade física (musculação, pilates, yoga, caminhada, natação, hidroginástica,...), acupuntura, massagem, arteterapia, musicoterapia, homeopatia, terapia com florais, entre outras.